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Depois do Café mais Parceria Literária


Olá leitores, como estão? O blog está muito bem e com novidade: uma nova parceria literária. Dessa vez é com o autor de Cartas a Amélia, Pedro Costi.




Sinopse:
Ao iniciar uma viagem que busca descobrir o mundo e a si mesmo, Pierre relata, através de cartas destinadas a sua amada Amélia, um profundo questionamento filosófico sobre a vida, o ser e a alma humana. Poesia, amor, tristeza, solidão e todos os sentimentos que permeiam o espírito são aludidos e inquiridos com extrema sensibilidade. "Cartas a Amélia" promete proporcionar ao leitor um verdadeiro mergulho filosófico à essência humana, que busca sanar indagações e trazer acalanto à alma.



Sobre o autor, Pedro Costi:

"Sobre mim, tomo a liberdade de escrever em primeira pessoa: Nasci em 1994, em Caxias do Sul. Desde pequeno, tendo a sorte de ter uma família amante insaciável de cultura, aprendi a poetizar o mundo. Cresci entre música, literatura, dança, teatro, desenho e poesia. Dizem que os únicos páreos a dialogar com os Filósofos sempre foram os Poetas. Na minha opinião, pouco muda entre estes e aqueles.
Depois de muitos anos que quase não cabem em 20, descobri que minha poesia poderia fazer diferença não só em mim, mas também em quem me lesse. Nos meus 18 anos, empolgadíssimo, pus-me a escrever a história de Pierre, o poeta nômade com o qual todos conversamos baixinho, quando estamos sozinhos. E, ao ver a narrativa crescer, vi-me crescer e ele [Pierre] comigo. Dentro de mim, também. E é o que espero que aconteça dentro do leitor.
Cartas a Amélia não é um livro entalhado em uma rocha qualquer. Ele não é estático. Saiu de meus dedos, mas quem o dá vida é o leitor. Se for lido com a alma, ele pulsa a cada encontro. A cada vocativo."

Dados do livro:
Páginas: 176
Data de lançamento: 03/02/2014
Formato: 21X14 cm
Acabamento: brochura
ISBN:978-85-428-0166-8
Categoria: Ficção; Literatura brasileira

Onde comprar?

Mais?

O livro chegou hoje em minha casa. Li dois capítulos e não me decepcionei nem um pouco, muito pelo contrário, é como se eu sentisse vida nas palavras de Costi. Estou louca para devorar aquelas belas palavras por inteiro. Logo tem resenha no Depois do Café.

Resenha: A menina que roubava livros


Já ouviu falar do livro A menina que roubava livros, de Markus Zusak? Se sua resposta for não, eu lhe imploro que entregue sua alma para essa história. Definitivamente, este é um daqueles livros que entra na lista de "Livros que precisam ser lidos antes de morrer".
O livro conta a história de Liesel Meminger, entre os anos 1939 e 1943, narrado por ninguém menos que a Morte. Entre esses anos em que se passa a história, Liesel encontra a Morte três vezes e posso garantir que nem uma dessas vezes foi menos dolorosa para ela. Como o própria Morte conta em um dos capítulos do livro, a história de Liesel é única e encantadora. 
Tudo começa quando a mãe biológica de Liesel decide entregar ela e seu irmão para uma família que mora na rua Himmel, 33, em Molching, por não ter condições de criar os filhos e garantir que na nova família eles viverão melhor. A caminho da rua Himmel, ao encontro de Rosa e Hans Hubermann, sua nova família, dois fatos marcantes acontecem na vida de Liesel: Ela encontra a morte pela primeira vez e continua suficientemente viva para furtar o seu primeiro livro - o primeiro de vários que preencheriam sua vida, sendo esse o primeiro contato com as palavras.
A vida de Liesel é, ao mesmo tempo, tão difícil por estar inserida em uma sociedade que precisa viver com as opressões do Führer, ter cuidado com as palavras e estar em guerra, e tão bela como conhecer Max Vanderburg, ouvir Hans Hubermann tocar acordeão e ler seus livros furtados que consegue cativar inclusive a Morte, motivo pela qual ela narra a vida da menina.
Não posso garantir que a vida na casa dos Hubermann foi um mar de rosas, mas o que posso dizer é que teve muito amor. Nessa trajetória, Liesel tem uma relação íntima com as palavras e, ao mesmo tempo, mantém um sentimento de amor e ódio por elas. 
A história de vida de Liesel Meminger inspira a nossa visão sobre o mundo e nos ensina a dar valor as coisas. Nos mostra claramente que a felicidade não se encontra em casas luxuosas, em pratos deliciosos de comida ou qualquer banalidade, mas sim ela está entranhada nos sorrisos sinceros e se esconde no olhar de quem amamos. 
A menina viveu durante a guerra, escondeu mistérios e descobriu infinitos. E apesar de tudo, Liesel manteve-se feliz, mesmo quando a única coisa que havia para comer era a aguada sopa de ervilha de Rosa Hubermann. 
Liesel Meminger me ensinou a ser forte e a perceber a graça da vida. Ela me mostrou que os problemas com os quais eu lido não são absolutamente nada perto do que o mundo passa. Essa história é uma janela rumo a realidade.
Entregue-se a essa história e delicie-se com o sabor da vida, contado pela Morte. Eu garanto que você não irá se arrepender nem das lágrimas que deixará cair no final do livro.
Boa Leitura!